Lista negra de uma editora – 5 erros que podem colocar seu nome lá.

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como se dar bem com editora

Já pensou no seu nome na lista negra de uma editora? Essa é uma possibilidade que causa arrepios na medula de qualquer autor iniciante que sonha em ter algum futuro no mercado Nacional.

Conta a internet que tal lista é como um buraco negro, onde caso o autor caia, estará para sempre fadado ao limbo do esquecimento das gavetas ou lixeiras das editoras.

Mas é sério? Esse troço existe mesmo? Como eu faço para passar bem longe dessa lista maldita?
Calma, jovem Padawan, continue lendo que já tudo se explica.

As opiniões se dividem. Alguns autores dizem que sim, editoras nutrem listas negras com nomes de autores que nunca serão publicados por elas. Outros dizem que não, que isso não existe e que não passa de paranoia coletiva. Fica difícil precisar, tendo em vista a quantidade de podcasts, blogs e sites que já falaram sobre o assunto.

Verdade ou não, o que sabemos é que uma editora nada mais é que uma empresa, e como tal, segue padrões, códigos de ética e comportamento que definem quem figura seu corpo de colaboradores (leia-se funcionários); editores, revisores, capistas, e claro, o próprio autor. Então, não é de se estranhar que alguns comportamentos possam sim ferrar com seu sonho dourado de publicação. A vida é assim, meu jovem, então deixa de choradeira que nem tudo está perdido.

Que tal saber um pouco sobre o que pode ou não te sujar com uma editora?

Beleza, então vamos lá!

Depois de muito estudo e pesquisa, trazemos para você “5 erros que podem pôr o seu nome na lista negra de uma editora, e como evita-los”.

1 – Bater boca na web.
dica para o autor numero 1


Já pensou postar uma crítica sobre um livro que leu no Wattpad ou que comprou e receber uma resposta fervorosa do autor discutindo com você?

Espera ai, autor discutindo com leitor? Isso é sério?

Infelizmente sim, e é mais comum do que se imagina. Quer fazer um teste? Faça um passeio rápido por grupos de Wattpad no facebook e depois me procure(link pra meu face).

É lógico que ninguém gosta de ouvir críticas negativas sobre um trabalho seu, mas sair batendo boca na net toda vez que isso acontecer é mesmo um tiro no pé. Nem é necessário estar se falando de uma editora. Pessoas briguentas não são bem vistas em qualquer empresa, pois as mesmas não acham interessante ter seus nomes e marcas ligados à barracos e vexames públicos.

Se você compra um pão, por exemplo, não tem o direito de reclamar caso o mesmo venha queimado? Lógico que sim, você pagou por isso, oras. E não pense que com um livro é diferente, mesmo os que são oferecidos de graça. O tempo que uma pessoa dispõe para ler seu livro é o pagamento que dá a ela o direito a opinião.

Mas, e como evitar que pessoas ataquem seu trabalho, às vezes por maldade ou por inveja? Ai é que está! Não se pode evitar esse tipo de coisa. O que se pode fazer é olhar as críticas, absorver o que lhe é benéfico e pode ajudar em seu crescimento, descartar o resto e seguir suave na nave escrevendo.

2 – Falar mal do trabalho alheio.
dica para o autor número 2


Acho que aqui vale a pena compartilhar uma experiência pessoal.

Certo dia eu adiciono um editor de uma editora média no meu face. Louco para começar um papo com o cara, eu puxo conversa com algo que achei que seria interessante: criticar uns trabalhos de uma galera de outra editora. Genial, ein?

O resultado foi um puta sermão e o cara nunca mais responder sequer um “Oi” nas minhas mensagens. Pronto, esse ai nunca mais lê nada meu, e sabe por quê? Porque para ele eu já estou marcado com um carimbo de babaca na testa, e que provavelmente essa falta de profissionalismo de minha parte se reflete também no manuscrito que eu queria que ele lesse e, por tanto, não valeria a pena nem abrir o arquivo.

Bem que a minha vó dizia: A pior parte do corpo é a língua.

Editor, ou autor nenhum vai se juntar contigo para ficar rindo de trabalhos alheios. A imagem que você passa quando tenta fazer isso é a de que não vai demorar a fazer o mesmo com o trabalho do cara assim que tiver chance. Então, essa é uma ideia de jerico que vale a pena deixar guardada na pasta de ideias ruins.

Contatos são sempre bons e te fortalecem no meio que você quer frequentar. Mas, tentar não forçar essas coisas parece sempre ser a melhor opção. Deixe acontecer naturalmente. Se seu trabalho for bom mesmo, as pessoas virão até você.

3 – "Sou autor, não revisor"


Essa frase singela tem se proliferado pelos grupos e fóruns da vida mais rápido que uma síntese do T-vírus com a Gripe H1N1. Esse é o mantra principal do que identifico com o tal do autor negligente. Ele, claro, tem outras atitudes que o classificam, mas vamos focar um pouco mais nessa.

Analisemos uma situação hipotética (que na verdade aconteceu comigo faz alguns dias): caiu na minha timeline um link pra um e-book recém publicado no Watppad. Eu clico e vou lá todo pimpão dar uma lida para ver do que se trata. Capa legal, premissa bacana, até ai tudo bem. Corria tudo às mil maravilhas, até eu começar a ler. Nossa... Pense em uma leitura sofrida. O autor não economizava nas virgulas, e simplesmente esquecia dos pontos, deixando a leitura desenfreada e, em alguns pontos, com a sensação de estar lendo algo ditado por um gago. Isso sem contar os erros gramaticais.

A historia parecia até bacana, mas esse rio de pregos que foi deixado para a leitura encerrou de vez a minha participação como leitor. Ai, vou eu dar esse toque pro cara, já que como leitor, eu me sinto no direito de dar pitacos (e quem não se sente, nesse Brasil?). Foi ai que recebi essa resposta singela: Sou escritor, não revisor.

Ai você para e pensa: se um leitor parou de ler meu livro, apenas pela dificuldade que minha escrita lhe empunha, por que um editor, que tem toneladas de originais para ler todos os dias, faria esse esforço enorme em decifrar a criptografia do meu texto e levar a leitura até o final? O cuidado com a revisão mostra o cuidado que você tem com sua obra, além de um profissionalismo muito apreciado por editoras.

Procure sempre dedicar à revisão o mesmo tempo (ou mais) que dedicou à escrita. No caso de ser alguém muito ocupado (ou preguiçoso como eu), contrate alguém para fazer o serviço. Procurando direitinha na web, dá para achar uns precinhos bem bacanas.

4 – O ansioso.
dica para o autor número4

Deixa eu perguntar uma coisa. Você gosta quando alguém te pede para ler algo, você diz que sim, e de cinco em cinco minutos a pessoa fica te perguntando se você já o fez? Então, porque você acha que é uma boa ideia fazer isso com editores, blogueiros ou mesmo outros autores? Se você já enviou uma cópia do seu livro para eles, já é meio caminho andado.

Agora, a pressa e a insistência para que a pessoa leia logo seu trabalho pode ser mais um tiro no pé, que jogará seu amado livro pro fim da fila de leitura, ou coisa pior, a lixeira. Pode parecer duro para você ler isso, mas nem editores tem apenas seu manuscrito para avaliar, tão pouco blogueiros ou outros autores tem apenas sua obra para resenhar. Que tal ajudar a galera a te ajudar? Como? Sossegando esse facho!

Parta para outros projetos e “esqueça” o último, pois se ele for realmente bom, a resposta pode até demorar, mas virá.

5- O inconveniente
dica para o autor número 5

Rapaz, eu não sei você, mas eu não curto nem um pouco abrir meu facebook pela manhã e perceber que aquela pessoa com a qual raramente troquei um “oi” de vez em quando saiu me mercando em uma penca de publicações referentes a algum produto ou serviço dele. E o que dizer então de aparecer via inbox do nada jogando um texto enorme via CTRL+C e CTRL+V pedindo para que você curta/compartilhe? Não vou mentir, eu mesmo já fiz uma desgraça dessas algumas vezes. Mas sabe quando parei? Quando percebi o quão pé-no-saco isso era.

Então, pensando por esse prisma, se eu, um simples blogueiro e você, um leitor (que não tem nada de simples) detesta esse tipo de comportamento. Imagina a galera daquela editora que você tanto sonha?

Pare para pensar um pouco e imagine se um dia você verá no face, ou em outra mídia social qualquer propaganda do lançamento de um livro com os dizeres “A editora "tal" tem o orgulho de apresentar “livro tal”, sucesso de vendas do cara mais pentelho da internet, “fulano de tal”.

Então, acha isso possível? Pois é, nem eu.

Procure usar suas mídias para compartilhar seu material, procurando apenas marcar aqueles amigos que de fato se interessam pelo seu trabalho. Acredite, 500 pessoas que compartilham algo seu apenas por insistência sua são 500 indivíduos que você garante definitivamente fora da lista de consumidores de seu produto, afinal, ninguém gosta de se sentir forçado a nada.

Finalizando.

É uma verdade da vida que ninguém gosta de ficar na companhia de gente chata, irritante ou mau caráter, o que dirá trabalhar com elas. Com editoras não é diferente.

Então, independente de existir ou não essa coisa de lista negra, seria bom que todos fizessem uma auto reflexão e pensassem um pouco se determinado comportamento ou atitude é bom para aquele sonho que deseja alcançar, tanto na literatura como em qualquer área. E, no fim de tudo, o foco deve ser sempre um: fazer um bom trabalho.

Antes de terminar, eu tenho uma última dica para você. Ouça o podcast Os 12 trabalhos do escritor, em especial o episódio #08, com Renan carvalho, autor do livro Super Nova,  sobre imagem do autor.

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