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Se você é um autor em inicio de carreira, um escritor buscando independência, ou simplesmente um leitor voraz, com certeza já deve conhecer bem o Wattpad, a plataforma para publicar textos que é considerada o “Youtube dos escritores” mundo afora.

Com versatilidade acoplada à dinâmica de uma mídia social, o Wattpad se mostra como uma porta/vitrine democrática, onde qualquer um pode publicar e possivelmente conseguir milhares de leitores. Tá, isso tú já sabe, não é?

Mas, e depois de conseguir certo sucesso nessa plataforma, qual o próximo passo? Provavelmente usar essa projeção para alçar novos voos, como fisgar uma editora tradicional, por exemplo.

Porém, você sabia que existe, dentro do Wattpad, uma maneira para garfar conquistas como ganhar dinheiro com escrita ou ter reconhecimento de um livro publicado?

Então continue lendo esse artigo para conhecer mais sobre o Wattpad Stars, o programa que dá aquele empurrãozinho aos talentos do Wattpad.

O que é o Wattpad Stars?


O Wattpad Stars é um programa para escritores bem sucedidos dentro da plataforma. Ele funciona reconhecendo o trabalho duro das tais “Estrelas do wattpad”, conectando-as com empresas parceiras e oferecendo assim, oportunidade de levar a sua escrita à um próximo nível, além da possibilidade de ganhar uma graninha trampando para essas empresas. Nada mal, hã?

 “E como funciona essa coisa de trabalhar com marcas parceiras do Wattpad?” Você pode perguntar.

Simples, meu (minha) jovem perguntador(a); o autor pode ser contratado para escrever textos institucionais, ou até mesmo historias completas que contemplem o ponto de vista de determinada empresa/marca parceira, isso tudo com o dedinho do Wattpad apadrinhando.

Fora isso, que já não seria uma puta mão na roda, existe ainda a possibilidade de ter seu livro impresso. Isso mesmo, IMPRESSO. E o melhor, sem tirar um tostão de seu bolsinho cheio de vento.
O que acontece é que quem é contemplado pelo programa Wattpad Stars pode até ser ajudado a trazer sua historia para a tão sonhada forma impressa e coloca-la lá na prateleira de uma livraria, isso, claro, com a condição que a dita historia continue na plataforma. O wattpad não vai custear seu livro, mas vai servir como “atravessador” entre sua obra e uma editora. Existem mais algumas oportunidades que só a plataforma pode te oferecer.

Ai você também pode perguntar: “ Que raios de programa é esse que eu nunca ou vi falar, nem nunca vi ninguém participando? ”.

A resposta está no próprio Wattpad. A aba onde estão descritos todos os detalhes para o programa está na barra superior, que você teria visto se fuçasse mais na plataforma ao invés de só pesquisar fanfics (brincadeira, pessoal das fanfics); mais precisamente na sequência: “Comunidade>Escritores>Wattpad Stars”

Sobre quem já participou, vamos lá:

Casos de sucesso


Essas são mais informações que estão presentes na aba do programa Wattpad Stars e que dão conta de alguns casos de sucesso na plataforma, casos como:

Rebecca Sky
Escritora canadense com mais de meio milhão de leituras no Wattpad. Comissionada para escrever para a campanha de Athenos. Destaque no New York Times. Atualmente tem o lançamento do seu livro Arrowheart (da série The Love Curse) marcado para 2018 pela marca Hachette UK's Hodder Children.

Edward Mullen
Edward Mullen é um romancista, podcaster e blogueiro de Vancouver, Canadá. Sua novela de estreia, THE ART OF THE HUSTLE, foi publicada em 2 de agosto de 2012 com aclamação da crítica. Com uma base de fãs cada vez maior, ele lançou seu segundo livro - um livro de não ficção intitulado DESTINY AND FREE WILL, que explora a crença de que tudo acontece por um motivo. Um ano depois de sua novela de estreia, seu altamente esperado segundo romance foi lançado - PRODIGY - um conto futurista focado nos efeitos imprevistos da tecnologia.
Atualmente é Comissionado pela USA Network e A & E para escrever para o lançamento da série de televisão DIG e The Returned.

Benjamin Sobieck
Escritor comissionado, com mais de um milhão de leituras no Wattpad, dono do blog (crimefictionbook.com) de dicas para escritores.

Anna Todd
Autora de After e Before, best-sellers mundiais, que nasceram no Wattpad e alcançaram mais de um Bilhão de leituras antes que a plataforma a ajudasse a fechar um contrato de publicação bem gordo com uma editora. Ambos publicados até aqui no Brasil e com contrato com a Paramont para adaptação.

E mais...


Resumindo, o programa Wattpad Stars é a forma que os estrangeiros encontraram para fazer e oferecer oportunidades de negócio dentro da plataforma Wattpad.

Agora vem a parte chata. A parte onde estouro teu balão na cara dura.
Infelizmente, pesquisando muito, não consegui achar nenhum caso brasileiro (ou de outra nacionalidade) de sucesso relacionado ao programa, o que é uma pena, e bem estranho, diga-se de passagem.

Isso só pode significar duas coisas:

1 – Eu sou um tremendo incompetente fazendo pesquisa de pauta.

2- Ao que parece, eles apenas aceitam autores de historias escritas em inglês. Não consegui informações que mostrem o contrário.

Mas, Caso você conheça algum brasileiro (ou de outra nacionalidade) envolvido com o programa, nos informe. Para identificar quem faz parte da muvuca é muito simples, basta procurar o selinho “estrela do Wattpad” simbolizado pelo “W” que fica ao lado da foto do autor.

Se é verdade que autores que não falam inglês não possam participar, estaremos diante de uma injustiça da porra, visto que nossos autores têm sim potencial e o que é necessário para florescer dentro de uma proposta assim. Temos leitores, temos mercado, e não venha dizer que isso ainda não existe por aqui. Se os gringos podem, por que nós não?

Sendo assim faço um apelo para você que usa o Wattpad, seja como autor, leitor ou ambos. Vamos questionar isso direto com o wattpad. Vamos bombardear a plataforma, seja em sua área de atendimento ao publico, ou em suas mídias sociais. Vamos flodar!

Façamos nossa voz ser ouvida e mostrar ao wattpad que o Brasil também merece ter seu próprio wattpad Stars.

EI, ESCRITOR: RECADO DO BLOG!
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Foi-se o tempo em que ter acesso a livros limitava-se a visitar bibliotecas municipais e escolares ou uma livraria nos grandes centros das cidades ou shopping centers. Com o tempo (graças a Deus!) a internet se tornou a maior vitrine para leitores e autores se encontrarem. O primeiro passo foi dado anos atrás pelos blogs especializados, porém com o tempo, a literatura invadiu outras mídias as quais, de início, teria pouco apelo como: Youtube e principalmente o Instagram. E é sobre essa segunda rede social que falaremos.

O Instagram, que surgiu com a proposta de ser um grande álbum de fotografias mundial, jamais imaginou que em seu grande acervo de imagens existiriam tantas e tantas fotografias super elaboradas que acabaram se tornando uma nova mídia para escritores de todo mundo e uma atividade que até gera renda e novas parcerias para ambas as partes. Hoje, no Indie ou Sorte vamos falar sobre esses IGs (perfis de Instagram) literários: os melhores que encontramos no país, suas peculiaridades e até dicas para você começar o seu próprio IG literário e se tornar uma dessas milhares de personalidades que tanto divulgam a nossa literatura nacional.

Critérios:

Primeiramente, quero dizer que a definição de MELHOR será sempre pautada por questões subjetivas e, portanto, sempre acarretará em discordâncias. Dessa forma decidimos escolher IGs principalmente com o foco na literatura nacional. Muitos IGs literários que são ótimos têm o foco nas belas fotografias de livros, muitos internacionais, mas como o nosso objetivo é valorizar a literatura nacional independente, então talvez nossa avaliação não esteja em concordância com muitas pessoas. Dessa forma, pedimos que abra o seu coração e caso tenha algum outro IG que não escolhemos, mas que se encaixe nos nossos critérios, deixe um comentário aqui divulgando e até criticando nossas escolhas (são muitos e, portanto, temos sempre uma considerável margem de erro), mas sem mais enrolação, vamos aos critérios:

Dividimos os igs em 4 categorias distintas, são elas:
* Igs com menos de mil seguidores, com menos de cinco mil seguidores, com mais de cinco mil seguidores e com mais de dez mil seguidores. Exatamente isso que você está lendo; nós não usaremos como critério único a fama do Ig.
* Também avaliamos a quantidade de resenhas de livros nacionais, satisfação dos parceiros e interação com seguidores através de sorteios.
* Qualidade das imagens e das resenhas feitas no IG.

Dessa maneira temos aqui 4 categorias distintas e muitos, mas muuuuuitos ótimos candidatos. A avaliação demorou 2 meses de pesquisa, e ao fim de milhões de fotos vistas chegamos aos maravilhosos vencedores:

Categoria menos de 1000 seguidores:

1 @pinguimliterario

Esse perfil que é bem novinho tem como principal diferença o fato que a dona do IG não importa em ler livros digitais (existem alguns IGs que só aceitam fazer parcerias com autores que disponibilizam livros físicos). Esse diferencial torna a experiência de parceria muito valiosa para autores que por exemplo ainda não publicaram livros físicos, ou mesmo não têm condições de enviarem muitos livros para parceiros. É importante ressaltar que cada pessoa trabalha da maneira que acha mais confortável, dessa forma não estamos desvalorizando aqueles que só fecham parcerias com livros físicos (a dona do IG também recebe estes), mas de valorizar aqueles que dão ainda mais oportunidade para os independentes.

2 @livratica

A quantidade de seguidores desse IG não corresponde a qualidade do trabalho, porém é muito fácil ver pelas curtidas que os seguidores realmente gostam das postagens. Livrática é Ig que em suas postagens tem tantas curtidas quanto perfis com 50 vezes o seu número de seguidores. O foco do IG é, sem dúvida, a literatura nacional, além de ter fotos belíssimas.

3 @blog.entreparenteses

Este é mais um dos casos de IGs com ótima qualidade que ainda não possui o número de seguidores que merece. O foco não é somente na literatura nacional, mas possui bons títulos em suas postagens e as fotos são muito bem trabalhadas.

Categoria menos de 5.000 seguidores:

1 @omeninoquele

Os fãs do perfil simplesmente idolatram as imagens sempre cheias de composições que tornam o perfil quase uma exposição de arte fotográfica. Nesse quesito o IG é referência, sendo um dos mais repostados de todo Instagram. Não é difícil se pegar passando vários minutos admirando o feed de imagens desse IG.

2 @sahliterariando

Esse perfil tem muito do que estamos falando sobre uma iniciativa que privilegia a literatura nacional. Muitos livros, fotos de autores e ótimas resenhas. Essa é uma ótima dica para os fãs de romances e Young-adults.

3 @rabiscoliterário

O rabisco literário é um do IGs literários mais divertidos que conheci durante toda essa pesquisa. Além de ter muitas postagens com belíssimas fotos, ele se diferencia por ótimas sinopses, resenhas, sorteios e entrevistas com parceiros. É sem dúvida uma ótima vitrine para novos autores.

Categoria acima de 5.000 seguidores:

1 @luentrelivros

É impossível falar no Brasil sobre IGs literários e não falar do ótimo @luentrelivros. Esse perfil que está muito perto dos 10 mil seguidores é um dos mais atuantes no que se refere a conteúdo, seja nacional, independente e internacional. Esse é um daqueles trabalhos que possui todos os nossos quesitos no mais alto patamar. As fotos são incríveis, as resenhas sempre muito bem construídas e a quantidade de postagens que o dono do perfil faz por dia é digna de uma redação jornalística. Por esses motivos os parceiros adoram o IG. Dessa forma seria impossível não colocá-lo em primeiro lugar

2 @xonoulivros

Nada pode ser mais incrível que uma parceira que faz tudo por seus autores. Essa é a Dulcy, baianinha dona do perfil xonoulivros. Esse IG se diferencia pela forma como sua dona trata os autores nacionais. Com anúncios de eventos, divulgação de valores e onde comprar os livros nacionais. Este é o sonho de todo autor iniciante que tem neste perfil do Instagram uma grande plataforma de divulgação.

3 @queriaseralice

Esse é um caso bastante curioso, pois não encontramos nenhum livro nacional nas postagens, porém, depois de uma maior pesquisa nos deparamos com imagens e algumas ótimas resenhas de obras nacionais, sendo assim, seria injusto não colocá-lo nesta posição devido à enorme qualidade das fotos e também porque foi uma verdadeira unanimidade entre os instagramers citar o perfil como uma referência para eles.

Categoria acima de 10.000 seguidores:

1 @sessaodoslivros2

Se existe um trabalho que representa bem o pioneirismo dentre os IGs literários, sem dúvidas é este. O projeto que começou com um blog literário há muito tempo,  soube se reinventar e conquistar quase 40 mil seguidores ao longo dos últimos anos. Além da enorme vitrine de divulgação para novos escritores, este IG ainda é um dos que mais faz sorteios.

2 @one_books

Mais um IG de muito sucesso que dá muita moral para os autores nacionais. Belas composições de fotos, sempre muito divertidas e com muito conteúdo diversificado. Gostamos principalmente da preocupação em mostrar o perfil dos autores dos livros, sem dúvidas uma demonstração de muito carinho e comprometimento com o nacional.

3 @academicoliterario

Esse não é exatamente um perfil literário com foco em literatura nacional, mas também divulga alguns nacionais. Curiosamente, à medida que encontramos IGs literários com mais seguidores percebemos que estes tinham menos espaço para os nossos escritores, até por isso saudamos ainda mais aqueles que possuem grande visibilidade e que divulgam nossos artistas.

Menções honrosas:

Muitos outros IGs mereciam ser destacados e foi um grande desafio escolher apenas alguns de tantas outras iniciativas maravilhosas. Dessa forma, queremos citar os ótimos trabalhos:

@mochilaliteraria
@livrosqueeuli
@eumeuslivrosevc
@enjoybookss
@bomdialivros
@umtrechoamais

Dentre muitos outros.

E CLARO, NOS SIGA TAMBÉM, UÉ! >>> @rob_silver13
Antes de tudo, essa matéria é mais que apenas uma avaliação, mas também uma homenagem a estes e a todos os outros maravilhosos trabalhos de divulgação da literatura no país.

EI, ESCRITOR: RECADO DO BLOG!
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Sempre quis ser escritor, isso não quer dizer que em minha vida sempre tive a intenção de ser um autor de uma obra publicada. Essas eu aprendi com o tempo serem coisas distintas. Esse é o meu primeiro artigo e quis causar uma boa impressão. Pensei no que queria falar e cheguei a conclusão que queria de alguma maneira desmistificar alguns conceitos preestabelecidos sobre a atividade de escritor/autor de obras literárias.

Para isso, no entanto, quis realmente me aprofundar sobre o assunto. Ensinar algo de verdade. Sabe como é… gasta-se muito tempo escrevendo um texto desses e um pouco lendo também para isso não servir para nada. Então vou contar uma linda história sobre a minha relação com a escrita através das minhas experiências com obras cinematográficas que contam a vida de outros escritores. Sejam eles personalidades reais ou fictícias. Então presta bem a atenção tá? Isso aqui vai ser uma bagagem que provavelmente você, futuro autor levará por toda a sua atormenta existência.

Sempre amei filmes que contavam histórias de personalidades atormentadas, dentro disso sempre tive uma profunda identificação com personagens dramáticos. Personagens solitários, melancólicos, inundados em suas angústias e questionamentos. Não tem nada de mais, mas se você não tem isso consigo, provavelmente você não é um autor e sim um escritor. Eu fui uma criança com depressão profunda então estava no time dos atormentados desde sempre, por isso entendo bem a diferença. Sabe quando você não se sente à vontade num lugar e começa a se imaginar em outro, vivendo outra vida? Pois é... é bem por aí que a coisa começa, mas vamos parar de enrolar e começar essa viagem. Hoje serei o seu guia nessa jornada que pode demorar uma vida, mas acredite, não acaba depois que você se vai.

Assim posso dizer que a experiência de um autor não cabe em palavras, mas se adéqua muito bem na dramaturgia. Assim sendo escolhi 10 filmes do gênero que de alguma maneira simbolizam os aspectos que constituem a vida de um autor.

1) AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL (2012)

Esse filme cult adolescente retrata bem a ideia do autor como uma mente atormentada, ainda pouco experiente com a vida, mas que acredita já ter muitas coisas a dizer. Essa é sempre a premissa de todo autor. É sempre a bendita sensação de crer ter algo a dizer, mesmo quando na vida real você não saiba nem dizer um oi àquela pessoa que você gosta. A não ser que você seja um youtuber famoso que decidiu falar sobre alguma coisa, você provavelmente teve a mesma sensação confusa de encontro e perda consigo mesmo quando você escreve uma história que não é necessariamente a sua vida, mas que está diretamente ligada a ela. Esse é o início de tudo. E todas as primeiras sensações de um jovem escritor estão neste filme.

2) MEU PÉ ESQUERDO (1989)

Esse filme, com certeza, de todos é o melhor e coincidentemente foi de todos o primeiro que eu assisti numa madrugada de corujão quando eu ainda era uma criança que chupava chupeta. Meu pé esquerdo é uma base sólida na minha vida, não só porque fala de um escritor, mas também me mostrou desde pequeno que mesmo que a vida não me oferecesse as mesmas condições que outras pessoas eu ainda poderia ser quem eu quisesse ser, e não quem os outros me obrigariam a ser. Essa é uma história que fala do mais tortuoso percurso do escritor. Quando ele deixa de ser alguém que rabisca histórias criadas em sua cabeça para ser alguém que de fato deixa algo para o mundo. Quando suas histórias representam sentimentos comuns a todos. E é esse filme que na minha opinião me deu anos depois a força para encarar esse grande desafio que é o mercado literário brasileiro.


3) SHAKESPEARE APAIXONADO (1998)

Esse filme é ruim na verdade, mas ele cai na problemática do final dos anos 90 de quando até o que era ruim ainda era muito bom. É só você pensar que Titanic foi feito um ano antes dele e Matrix um ano depois. O filme conta de maneira muito divertida a atormentada fase de bloqueio criativo do maior dos maiores. Vale lembrar que quando assisti esse filme eu nem sonhava em ser um escritor, mas esse filme me conquistou, mesmo eu sendo um garoto de 11 anos que só curtia desenho animado e videogame. Anos depois quando tive o meu primeiro interesse romântico comecei a escrever e esse filme fala sobre essas coisas que muitas vezes não sabemos lidar, mas que temos que externar de alguma maneira para sobreviver a isso tudo. As vezes não acontece nada de mais, já em outras, alguém pode escrever Romeu & Julieta.

4) O JULGAMENTO DO DIABO (2007)

Apesar de ser um filme já dos anos 2000 essa divertidíssima comédia ainda tem muito dos anos 90, o que torna o tema tão gostoso de se assistir, porém, as questões abordadas nele são sérias tendo em vista a reflexão da relação sucesso de venda x livro de qualidade. Essa é uma questão que sempre assombrará todo autor. Afinal, meu livro é realmente bom? Será se aquele livro de sucesso é realmente melhor que o meu? Aquela crítica foi justa? E o que é melhor? Ser considerado um péssimo autor com sucesso, ou escrever obras belíssimas e não ter reconhecimento? Quando assisti esse filme eu ainda não tinha escrito Decrépitos, mas foi justamente ele que direcionou todo o meu pensamento sobre como eu deveria refletir a minha carreira anos depois.


5) A SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS (1989)

Sim gente, eu já sou um senhor de 30 anos, então já vi algumas coisas por aí. Esse filme brilhante não é só especial na minha vida como um filme, mas também como a própria descoberta da literatura na minha vida. Eram meados de 2002 e eu estava no primeiro ano da escola. Minha professora de literatura Regina, que foi fundamental na minha construção de ser humano pôs esse filme em sala de aula para assistirmos. Eu como adolescente que odiava a escola até então não me encantara pela leitura. Ia para a livraria porque lá era silencioso, mas não me atraiam muito mais coisas do que olhar as revistas de carro. Foi nesse filme que percebi o quanto a literatura poderia ser subversiva, e uma arma para lutar contra tudo o que me incomodava. Foi nesta época que comecei a desistir de cursar arquitetura para pensar na comunicação social como uma saída para expressar o que sentia. Esse filme fala sobre o que somos, sobre nossos laços e também sobre como é bom ter alguém que goste de falar de livros com você.

6) LOUCA OBSESSÃO (1990)

Nem tudo que reluz é ouro não é verdade? Esse filme que ao mesmo tempo consegue ser engraçado    e bastante macabro mostra todo o possível lado negativo (e até mortal) de se ter um grande sucesso literário. Se em O julgamento do diabo a questão principal era se valia tudo pela fama, em Louca obsessão a questão é o que a fama em si pode trazer. Existe gente muito maluca no mundo. Acreditem…

7) MOULIN ROUGE (2001)

Esse filme é bom de todas as formas e de todos os ângulos. Tudo funciona bem ali. Até a história surreal de um amor impossível entre um escritor e uma prostituta. O que mais me encanta e (assusta ao mesmo tempo) é a visão da atividade de escritor ser exibida como um ato de vagabundagem. Quem não se identifica com isso? Nesse filme fica mais uma vez clara a diferença entre um escritor e um autor. E eu senti isso algumas vezes na pele.


8) DESEJO E REPARAÇÃO (2008)

Esse filme bem tristinho é um daqueles que mostra o lado meio obscuro da mente do escritor. Uma mente fértil as vezes faz algumas besteiras. Antes de ser escritor eu adorava inventar histórias, elas eram muito absurdas e eu tinha a certeza que as pessoas entendiam que eram causos, mas acho que pela riqueza dos detalhes muitas vezes as coisas ficavam fora de controle e eu tinha que me explicar. Pois bem... Esse filme fala sobre uma grande besteira que uma futura escritora faz. Aproveitando o embalo; cuidado com o que você posta nas redes sociais, porém isso é assunto para uma próxima...

9) MEIA-NOITE EM PARIS (2011)

Fala sério! Você sabia que esse filme estaria nessa lista. Juro que tentei fugir dos clichês e até por isso alguns filmes mais badaladinhos não estiveram nesta lista, mas para mim não é o filme em si que importa nessa postagem, mas sim o que ele me ensinou ao longo desses anos, e essa obra de arte com certeza, é uma grande celebração da escrita. É maravilhoso ver Gil Pender (Owen Wilson) viajando por essa cidade que vive em nosso imaginário quando nos vemos com toda a pompa de um autor reconhecido conversando com outros intelectuais. Os dilemas de Gil também são muito similares aos de qualquer mente atormentada que escreve. Nada de novo para Woody Allen que tem em sua carreira, outros filmes que falam especificamente de escritores. A verdade é que é muito charmoso ser escritor, mas que as vezes as coisas não aconteçam como nós imaginamos. No fim, todos sabem o quanto difícil é escrever uma história.

10) ANTES DO PÔR DO SOL (2004)

A verdade é que deixei o melhor para o final. Não importa o que aconteça, eu sempre volto para esse filme brilhante, fenomenal, sem igual. Essa que é uma continuação de Antes do Amanhecer, e o melhor de tudo é que é melhor não assistir nem o primeiro, nem o terceiro dessa trilogia. Se você quer realmente amar esse filme basta entrar de cabeça naquele estranho momento em que duas pessoas se reencontram em Paris (sempre Paris) para conversar sobre um amor que poderia ser, mas não foi. Pelo menos não na “vida real”, porque para um escritor sempre há oportunidade de realizar suas vontades quando se conta uma história, não é verdade? O filme é todo perfeito. Os diálogos de mais de 20 minutos sem nenhum corte são ao mesmo tempo leves e cheios de pesar. E o final simplesmente perfeito torna esse filme dentre todos que assisti o derradeiro. Aquele que me fez ter a certeza que eu precisava fazer isso para viver ou então nunca existiria de verdade.

Assim termino essa viagem pela minha ”Alma Literária” e espero que vocês passem algum tempo assistindo essas preciosidades que tanto me explicaram quem eu era, quem eu sou e quem eu quero ser. Mais que uma pessoa que escreve, mais que alguém que publicou um livro, mas um contador de histórias.


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Clarice Lispector foi sensacional ao criar uma personagem que não vive, apenas existe e longe de mim querer tirar esse mérito dela. Clarice escrevia com toda a sua alma para tocar a nossa e, de certo, que conseguia cumprir sua missão com maestria. Tanto que é humanamente impossível não nos emocionarmos com Macabéa; sentirmos suas dores (físicas, psicológicas e emocionais) num misto de repulsa por sua apatia e compaixão pela mulher sem vez e sem voz.

Numa leitura mais concentrada somos capazes até de sentir seu mal cheiro e bafo de café. Seu desleixo é algo que nos incomoda. A resposta a isso é instintiva: ninguém quer ser mais uma Macabéa, porém a vida real mostra que, apesar de já estarmos em pleno século XXI, muitas delas ainda existem e estão mais perto de nós do que ousamos sequer imaginar, não só entre os mais desfavorecidos, mas também perambulando pelas classes média e alta.

E é surreal como ficam estigmatizadas pela sociedade num discurso do tipo "Fazer o quê? A vida é assim mesmo. Normal, né?". NÃO. O nome disso é inversão de valores. O normal é que  essas mulheres não sejam agredidas e humilhadas, contudo, caso isso aconteça, que não se desculpem como Macabéa fazia, acreditando ser a culpada  por seu namorado Olímpio tratá-la daquela forma.

Então, partindo do princípio de que uma imagem vale mais que mil palavras, entretanto, sem em momento algum desmerecer Clarice por sua imortal A hora da estrela, mas sim visando um conflito e não um confronto, penso que nas atuais circunstâncias, um reforço positivo seria mais pertinente. Que nossas protagonistas não sejam narradas por vozes masculinas. Que elas libertem o grito preso em suas gargantas, podendo assim nos agraciar com sua versão dos fatos, encorajando, através de seus testemunhos, nossas mulheres reais a se libertarem também.

---SOBRE A ALCIMARE DALBONE---

Alcimare Dalbone nasceu em 18 de setembro de 1980, em Volta Redonda, RJ, onde ainda reside. Cursou Letras pela UGB, graduando-se em 2001. Atualmente leciona Português e Inglês para as turmas de ensino médio na rede estadual do Rio de Janeiro. Sua poesia Pontos e Partes foi publicada na antologia Trilha de Lótus pela Editora Andross, e foi indicada ao Prêmio Strix de melhor poesia. Pela Young Editorial, participou de Horror a Vapor, uma antologia de Halloween, com o conto Plataforma 90, e teve seu primeiro romance, A Pedra Lunar, relançado em setembro de 2016, na Bienal do Livro de São Paulo.

Contato: maredalbone@hotmail.com

Fazer rir ou chorar. Conseguir emocionar alguém com as palavras.

Narrar sagas épicas, mistérios escabrosos ou amores impossíveis. Enfim, contar uma boa história. Esse é — ou deveria ser — o objetivo principal de quem se propõe a escrever um livro.

No entanto, o que poucos sabem é que como uma casa, uma boa história deve estar apoiada em fortes pilares para que não desabe e que não desabe e perca-se todo o trabalho duro que foi para construí-la. Sua história corre o mesmo risco de “desmoronar” caso não cative e prenda o leitor. Isso acontece caso seu trabalho não esteja sustentado por uma base sólida.

Harry PotterSenhor Dos AnéisGame Of Trones; são livros de estilos e histórias diferentes, mas com algo comum, construídos sobre os cinco fundamentos da Ficção.

Você sabe quais são os alicerces fundamentais que esses best-sellers usam e que sustentam uma história bem escrita?

Então continue lendo esse artigo para aprender os cinco alicerces da ficção e como usá-los para deixar sua história irresistível.

AUTOR INSTINTIVO


Quando terminei de escrever meu primeiro livro, em meados de 2012, eu poderia me chamar de autor instintivo. É necessário falar sobre esse tipo autor antes de chegar nos fundamentos da ficção.

Mas o que porra seria um autor instintivo?

Autor instintivo, como o nome já fala, é aquele que escreve por instinto. Como um salmão que retorna ao seu lugar de nascimento depois de anos; ele não sabe como faz, apenas faz.

O autor instintivo não lê ou estuda nada sobre o ofício da escrita e baseia seu trabalho nas poucas coisas que já leu na vida; alguns por ignorância, outros por puro ego mesmo.

Acredite em mim, jovem, isso não é nada bom, pois prende o bendito a vícios de linguagens e estilo que ele absorveu das coisas que já leu. Sem estudar os fundamentos, no máximo você se tornaria um ótimo imitador, um Stephen King ou um Tolkien do Paraguai, e nunca com uma voz própria.

Claro que existem os gênios natos, que tem a escrita saltando das veias, sem nunca ter lido nada a respeito. Se você é um desses, pode desconsiderar esse artigo.

Muitos dos que se aventuram na escrita, principalmente nos grupos de escritores do Facebook e Wattpad, apresentam os aspectos principais do autor instintivo. São eles:

  • Falta de curiosidade sobre o ofício da escrita


  • Preguiça cultural (preguiça de ler mesmo)


  • Desorientação em seu próprio trabalho (não saber o que está fazendo e se perder antes de começar de fato a escrever)


A escrita é um ofício, e como tal exige estudo e melhoria para qualificação. Um médico que opera apenas baseado em um filme ou série de medicina que viu não poderia trabalhar, então, porque um autor que escreve apenas baseado em instinto poderia escrever? Escrever até pode, já escrever bem, aí é outra história, meu querido(a).

Apenas depois que publiquei Bella café – A Morte e as damas da noite (leia no wattpad) foi que me veio a curiosidade de esmiuçar melhor o ato de se contar boas histórias.

Foi em uma de minhas pesquisas na Web que topei com o livro Writing Fiction for Dummies (de Randy Ingermanson e Peter Economy) e conheci os pilares que sustentam uma boa história.

É bom frisar que o resultado do meu livro me deixou feliz, mas sei que contar com a sorte para escrever algo bom não deve fazer parte do currículo de um escritor. Começar conhecendo os cinco fundamentos de uma boa história, deu o pontapé — na minha bunda mesmo — que eu precisava para buscar estudar mais e melhorar na minha escrita.

Resumindo: larga de ser preguiçoso(a) e estude, porque só o que autor instintivo consegue na vida é ficar enchendo linguiça em rede social.

OS CINCO FUNDAMENTOS


É bom lembrar que escrever uma história boa não é uma receita de bolo, por tanto, nada assegura o sucesso da mesma. Porém, as histórias que estão fortificadas em cima desses cinco alicerces têm muito mais chances de agradar leitores e se tornar um sucesso. São eles:

CENÁRIO: Onde se passa sua história? Quais as características desse lugar, suas regras, suas peculiaridades. Isso é o cenário, o pano de fundo que pode ser muito ou até mais importante que os personagens que o permeiam. Uma descrição palpável de um cenário, seja ele fantástico ou não, é sem dúvida um dos pontos principais na criação de uma boa história, pois situa e, dependendo do escritor, captura a imaginação do leitor com maior facilidade. De Senhor dos Anéis à Harry Potter. De Duna à Blade Runner, todos sabem bem disso.

Para criar cenários fantásticos, você não precisa ir muito longe. Observe o mundo que o rodeira, ele é vasto, maravilhoso e interessante. Leia sobre culturas exóticas, estude sobre costumes interessantes, pesquise sobre guerras e política de outras nações. Uma hora a inspiração aparecerá.

PERSONAGEM: Segundo o livro Manual do Roteirista, de Syd Field “Drama é conflito. Personagem é ação!”. E se personagem é ação, simplesmente não existe uma história a ser contada sem eles.

Um personagem é a catraca que faz a engrenagem de sua trama funcionar. Ele tem que ser bom, tem que ter camadas, complexidade. A criação de personagens que convidem a mente do autor à reflexão, que cative, que gere amor ou ódio, que crie identificação com o que o leitor tem dentro de si, é fundamental na escrita de uma boa história. Se sua intenção é criar uma narrativa que marque como ferro em brasa, desenvolver bons personagens é um passo gigante nessa direção.

Em Decrépitos, de Fábio Mourajh, o protagonista é Loan, um garoto de uma raça alterada geneticamente. Sua vida tem uma reviravolta quando ele é resgatado por outros de sua espécie da pobreza e miséria onde vivia. Mesmo em outra cidade, tendo tudo que nunca teve na vida, o medo e o ódio que carrega dentro de si pelos anos de sofrimento, violência e trauma que viveu o impendem de progredir. Viu como o conflito interno torna personagem mais interessante?

TRAMA: Nos mais belos tecidos, existe para quem olhar melhor, uma trama de finos fios responsáveis por formar as cores e figuras. Com o ofício de contar histórias não é diferente. A trama é o que está por trás de sua história. É todo o emaranhando de informações, acontecimentos e ações que faz sua narrativa andar e chegar ao ponto que você — e o leitor — desejam. Gosto de pensar que ser escritor é meio que ser artesão das palavras. Então, trabalhe sua trama, comande-a e saiba guiá-la pelo caminho certo: o coração de seus leitores.

Se posso dar alguma dica, é: leia bons romances policiais. O gênero tem muito a ensinar sobre como construir tramas fodas.

TEMA: uma história que não fala sobre nada, que não tem uma mensagem embutida, não é uma historia, é só um aglomerado de coisas acontecendo. O papel do tema é ser a pedra fundamental sobre qual sua narrativa começa a ser construída. Pare e pense: Sobre o que é sua história? Qual o seu tema? Amor impossível? Corrupção? Tráfico de pessoas, ou de Elfos?

Geralmente, uma história nasce de uma ideia relacionada a um tema, podendo ser algo atual, como um escândalo político visto na TV, ou algo antigo, como o preconceito contra os negros no país e no mundo. É com este tema que o autor tem a chance de dizer o que pensa, colocar a sua opinião embutida de forma sutil ou escancaradamente, no desenrolar da trama O tema certo, em um momento certo, pode ser meio caminho andado para uma história bem-sucedida. Escolher bem seu tema é escolher o foco que sua história toma. Escolha um bom tema e mande brasa.

ESTILO: Estilo é a maneira como o escritor manipula a linguagem escrita para contar sua história e chegar a um resultado desejado. Isso significa que estilo está ligado a forma como o autor usa técnicas e outros artifícios da língua para alcançar um melhor resultado estético.

Pode ser o uso de palavras de impacto, expressões muito rebuscadas, parágrafos longos ou curtos de demais, uso de advérbios, manuseio de metáfora e etc. Esse são alguns dos muitos aspectos que formam o que chamamos de estilo.

Mas, não se pode confundir estilo próprio com estilo de época.

Como já dito acima, estilo próprio é tudo aquilo que identifica o autor em sua forma de escrever e contar historias, dando a ele individualidade.

Já estilo de época tem a ver com uma série de procedimentos estéticos que de cara já caracterizam determinado período histórico por terem sido repetidos de forma constante por uma geração ou mais de autores.

Assim, quando falamos de estilo próprio, podemos falar do estilo de Machado de Assis, de Tolkien ou Draccon. E quando falamos de estilo de época podemos falar de Romantismo, arcadismo e etc.

Sendo assim, pode-se dizer que estilo é a impressão digital — em palavras — do escritor. Então, crie, escreva, apague e rescreva. Trabalhe duro até achar seu estilo, pois é ele que diz ao seu leitor (e fã) que aquele livro é seu, e que vale a pena ser lido.

FINALIZANDO


Escrever é um ofício que pode tirar bons frutos do instinto do autor, mas acredite quando digo, boa parte é estudo e prática.

Então, não se engane achando que só porque você aprendeu esses cinco fundamentos já pode deitar na rede e relaxar. Isso é só o começo. Ainda usando a analogia de uma casa, esses cinco pontos são a fundação sólida, mas ainda faltam paredes, teto e acabamento. Ou seja, você ainda tem muito o que estudar e ler (de preferência aqui no blog!).

Como exercício você pode reler seus livros favoritos e observar como os grandes mestres aplicam esses cinco fundamentos em suas histórias e aprender muito com isso.

Então, esse artigo lhe foi útil? Então que tal compartilhar e ajudar mais escritores com ele? Não esquece de deixar aquele comentário, pois como sempre digo, sua opinião é a melhor parte do nosso trabalho.





Desde que me formei em Literatura, no início  do tão almejado ano 2000, véspera de virada de século e de milênio, que já vinha me questionando sobre o real papel da mulher nos textos literários. Uma protagonista que me chamou profundamente a atenção foi Capitu, muito bem escrita por Machado de Assis. Personagem que revelava olhares oblíquos e dissimulados, na visão de Bentinho, um homem machista e mega ciumento.

Sendo assim, Capitu tinha mesmo olhar oblíquo e dissimulado? Essa era sua verdade? Mulheres devem deixar de serem apenas uma visão masculina distorcida da realidade  para, de fato, protagonizarem suas cenas. Partindo dessa premissa, não interessa uma personagem fraca que se finja de forte, mas sim uma que assuma suas fraquezas e trabalhe para superá-las ao longo de sua história. Conquistará muito mais o coração do leitor se ela for verossímil, afinal, todos temos pontos fortes e fracos.

Também não cabe mais, em tempos pós-modernos, uma competição com o sexo oposto. Como bem disse Mary Shelley (1797 - 1851), autora de Frankenstein, "Desejo que as mulheres tenham mais poder sobre si mesmas." Por menos Helenas (de Troia) que são chamadas de protagonistas sem o serem e mais Hazel Graces, que mesmo tendo sido criada por um homem (John Green) defende com unhas e dentes toda a sua intensidade feminina. Por menos Macabéas e mais Hermiones.

Então, que nós autoras sejamos mais despudoradas na criação de nossas mulheres. Que elas sejam mais ousadas, interessantes e independentes. Que as vozes femininas nos textos atuais sejam donas de si sem serem tachadas com adjetivos pejorativos e clichês, como por exemplo, a personagem de Giovanna Antonelli, uma prostituta no horário nobre da teledramaturgia brasileira, que recebeu o nome de Capitu em uma suposta homenagem à criação machadiana. A ordem é desconstruir discursos e deixar nossas protagonistas mostrarem a que vieram.

---SOBRE A ALCIMARE DALBONE---

Alcimare Dalbone nasceu em 18 de setembro de 1980, em Volta Redonda, RJ, onde ainda reside. Cursou Letras pela UGB, graduando-se em 2001. Atualmente leciona Português e Inglês para as turmas de ensino médio na rede estadual do Rio de Janeiro. Sua poesia Pontos e Partes foi publicada na antologia Trilha de Lótus pela Editora Andross, e foi indicada ao Prêmio Strix de melhor poesia. Pela Young Editorial, participou de Horror a Vapor, uma antologia de Halloween, com o conto Plataforma 90, e teve seu primeiro romance, A Pedra Lunar, relançado em setembro de 2016, na Bienal do Livro de São Paulo.

Contato: maredalbone@hotmail.com

Depois de mais de meio ano sem nenhuma resposta das editoras sobre seu manuscrito, você viu que não ia rolar a tão sonhada publicação pelo modo tradicional.

Mesmo meio desolado (e putasso), você compreende que pagar uma pequena fortuna para editoras que cobram pela publicação pode ser um péssimo negócio caso você não tenha a visão empreendedora necessária para fazer esse investimento retornar, certo?

Não seria foda ter total controle sobre seu projeto, além de não ter de deixar praticamente todo o lucro nas mãos de quem apenas teve o trabalho imprimir seu livro? Então, procurar uma gráfica por conta própria parece um bom caminho, ein? “Tamo junto”, então!

Mas calma, você sabe como achar a melhor gráfica que atenda tanto as necessidades de seu projeto como as de seu bolso?

Pois continue lendo este artigo para descobrir as 5 dicas de ouro na hora de escolher uma boa gráfica para seu livro.

Antes da gráfica:

Calma ai, jovem. Sossega esse facho. Primeiro de tudo, você precisa ter em mente que quando você assume totalmente a produção independe de seu livro, caberá a você organizar todo o projeto. Isso! Dar uma de editor mesmo. Isso significa executar ou procurar quem execute os serviços de revisor, copy desk, diagramador, leitor crítico, capista, pagar todo esse pessoal para só ai mandar para a gráfica.

Não sabe o que esses profissionais fazem ou como encontra-los? Relaxa ai que estamos preparando um artigo especialmente falando disso mas, por enquanto, vamos focar nas cinco dicas de ouro para escolher sua gráfica.

Acredite em mim, sabendo fazer a coisa toda direito, pode sair MUITO mais barato que simplesmente contratar uma editora para publicar.

Na gráfica:


O seu livro como produto, além de muito bem escrito, precisa de uma boa impressão e acabamento para ajuda-lo a alcançar seus leitores. Mas, mesmo para quem já tem experiência no ramo, encontrar uma boa gráfica não é tarefa fácil (na verdade pode ser um bom pé no...). Para você que é autor independente/iniciante, temos essas cinco dicas para ajudar na hora de escolher melhor sua gráfica. São elas:

1 – Comunicação e acessibilidade

Um dos fatores mais importantes na hora de escolher sua gráfica é saber se ela tem uma boa comunicação. Verifique se eles têm costume de responder e-mails de forma rápida e clara. Veja também em quais canais a gráfica está disponível para conversar com o cliente. Isso mostra o nível de preocupação da gráfica com seus interesses.

Você, como autor, deve ter um prazo para produção de seu livro, e tudo que você menos quer é ficar atravancado em uma gráfica que demora a responder, caso algum problema ou mal entendido surja na hora da impressão final.

2 – Equipamentos

Uma boa gráfica deve estar emparelhada com o que há de melhor em tecnologia de impressão. Visite a gráfica que você pretende contratar e verifique se a mesma tem um bom parque gráfico. Se ela possui bom maquinário, já é meio caminho andado para que seu livro saia do jeitinho que você imaginou.

3 – Preço

Ter o maior e melhor maquinário do mundo não lhe adiantará nada, se você não conseguir pagar o que eles pedem. Gráficas que conseguem equilibrar qualidade de serviços com preços razoáveis são as que mais se destacam, e são essas que você deve procurar. Uma pesquisa rápida de preços antes sempre ajuda na hora de escolher definitivamente a gráfica para seu livro.

4- Material e acabamento

Você sabe que o capricho na produção de um livro é um detalhe que muitas vezes define a compra pelo leitor. Um papel de boa gramatura, uma lombada bem feita, uma orelha e uma capa bem impressa. Tudo isso conta.

Então, procure saber de sua gráfica se ela utiliza os melhores materiais para impressão de livros (vem ai um artigo só falando sobre isso também), se ela tem esmero com a integridade das cores na impressão e se seu prazo de entrega não é curto demais, o que pode significar um acabamento feito de qualquer jeito.

Uma boa dica seria comprar um livro já produzido por aquela gráfica e avaliar o material e a qualidade do acabamento.

5- Localidade

Você pesquisou em todo seu bairro/cidade e não achou uma gráfica sequer que atendesse todos os requisitos acima? Relaxa que temos a solução.

Você pode achar que a gráfica perfeita para seu trabalho está perto de você; E isso é bastante errado. Com essa maravilha chamada internet, surgiram gráficas online, onde pessoas de todo país (e de fora) podem encomendar impressões longe de onde moram e receber tudo em casa via correios. A vantagem desse tipo de gráfica é o preço, muitas vezes melhor do que daquela gráfica da esquina da sua rua.

Entre as desvantagens estão a necessidade de um bom conhecimento de campo para lidar com elas, além de ser meio que impossível visitar as dependências fisícas pessoalmente. Se você encontrou uma gráfica boa, mas que fica em outro estado, a dica é verificar se em seus contatos se não existe ninguém de lá (de confiança) que possa lhe ajudar a executar esse projeto, atuando como seu representante diretamente com a gráfica.

Finalizando


Todas essas dicas de nada adiantarão caso você não saiba bem o que está fazendo. Portanto, vamos deixar de preguiça e estudar como se monta e executa um projeto gráfico. Cerque-se de pessoas que entendam do assunto e peça ajuda a profissionais na hora de fechar o projeto e mandar para a gráfica. Isso, claro, sem esquecer de sempre ficar ligado em nosso conteúdo.

Falando nisso, se esse artigo lhe ajudou de alguma forma, você pode me pagar por ele. Mas não quero seu dinheiro. Você me paga curtindo, comentando ou compartilhando esse conteúdo para que ele ajude mais autores independentes a alcançar seus sonhos.